Tem coisa mais deliciosa no mundo do quê ser mãe? Ouvir aquele toquinho de gente, pouca sombra, chamando mamãe, mamãe....
Com certeza não.... Como também não tem nada mais transformador do que a chegada desse embrulho....
A segunda grande adaptação que acontece na vida da gente depois do casamento ( a primeira eu já disse no post E A VIDA CONTINUA), é a chegada dos filhos.
Antes deles a vida é de ser casal, pensar como casal, fazer programas de casal, viajar, sair, chegar, dormir e acordar na hora que convém para o casal.
Mas aí a cegonha resolver deixar na sua BARRIGA, um presente! E não há nada nesse mundo mais lindo, (claro que têm os perrengues, mais isso deixa pra outro post) do que estar esperando um filho.
Mais acredite.... a sua vida vai morrer e nascer de novo com um simples resultado positivo.
Tudo que você acreditava ser importante antes, vai ser tornar extremamente insignificante com a chegada do bebe. Você vai achar que era o ser mais egoísta do mundo, vai esquecer de penterar o cabelo, vai prestar mais atenção nas notícias do jornal, e vai se preocupar intensamente com cada notícia ruim que for apresentada, vai ver que ja está na hora do almoço e não tirou o pijama, nem escovou os dentes, vai sofrer copiosamente com os outros pais que tem crianças doentes, vai esquecer que não tomou banho ainda, vai economizar tudo que puder para comprar as melhores coisas para o bebê, vai derramar lágrimas ao ver cada etapa vencida pelo pequeno, e não vai nem vai lembrar que só dormiu umas 6 horas nos ultimos 3 dias (juntando todas as horas, e não 6 horas por dia).
O casal sofre também essas mudanças. Apesar de você ir mudando instintivamente com o passar dos dias após a chegada do bebe, existe sim uma fase de adaptação, muitas vezes sofrida.
Quando o Miguel nasceu, eu descobri o que era o amor. Sei que todo mundo fala isso, e que a gente acha um pouco demagogia antes de ser mãe. Mas não existe amor nenhum no mundo que possa ser comparado. É um amor doído, que aperta o peito de tão grande. Quantas vezes me pegava chorando de amor, após ter passado horas olhando pro Miguel e vigiando seu sono.
No começo, acho que a maioria das mães vão concordar comigo, a gente fica meio super neorótica. Acha que o bebe vai afogar dormindo, que não está engordando, que o cocô está estranho, que ele tem algum problema anormal por chorar daquele jeito.... O mundo que antes era seu , já não é mais....
O marido coitado nessa hora, por mais participativo que seja, sente-se meio de lado, borocochô coitado.
E a mulher passa a ser mãe. E no começo é difícil para ela, se adaptar a tantos papéis: mulher, esposa e agora mãe. Por isso, é necessário de início deixar um pouquinho as outras coisas de lado, aprender o seu novo papel de mãe, para depois tentar recuperar e conciliar as suas duas outras profissões.
Mas mulher é um bicho danado. Intistivamente, aprende a cuidar da cria, não se desespere de início, vocês abaram se conhecendo (você e o bebe, ele também está passando por uma difícil adapatação), ou se desespere e viva intensamente essa fase, que passa e passa rápido.
Agora o casal está se adaptando a ser pais.
O bebê passa a controlar as horas de acordar e levantar. E por mais difícil que seja acordar as 5 hs da manhã de um domingo, ninguém resiste aquele sorriso banguela no berço. As saídas ou serão em lugares que o bebê possa estar, ou serão escapadelas rápidas e cheias de "será que o bebê está bem" e de ligações de 10 em 10 min para quem ficou pajeando para saber se está tudo ok.
Nessa fase de adaptação o casal deverá ter muita paciência um com o outro, primeiro porquê o nervos realmente estarão a flor da pele devido a falta de sono, e segundo porque é apenas uma fase.
Tudo com o tempo vai se encaixando. O resguardo acaba e o bebê passa a dormir um pouco melhor com o fim das cólicas. Aceitar ajuda de terceiros (avós, tias, madrinhas e babá se for o caso) não vão deixá-los piores pais. O casal precisa sim de um tempo para namorar. No começo parece impossível, mais as coisas vão voltando aos eixos e a vida continua... Mais linda e completa que antes.
O importante é dar-se esse tempo para adaptar, sentir sono, canseira, medo, insegurança, mais também muito mais muito amor. Tenha paciência com as esposas e esperem o tempo delas para voltarem a ser mulheres. E esposas não esqueçam dos maridos, eles precisam também de muita atenção.
E te garanto: ser casal é bem melhor que ser sozinho, e ser família é muito mais completo e feliz que ser casal.
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